Ir para o conteúdo
Bevart Blog
PCMSO e exames

Do PCMSO ao ASO, audiometria e eSocial: o caminho completo no Bevart

Um percurso só, do cadastro do GHE até o evento transmitido: como o risco vira exame, o exame vira atendimento, o atendimento vira ASO assinado e o ASO vira S-2220.

Ilustração do fluxo do PCMSO ao eSocial

O essencial em 30 segundos

  • O PCMSO é gerado a partir do inventário de riscos e dos exames vinculados ao GHE — não é um documento digitado do zero.
  • O atendimento médico acontece dentro do sistema: prontuário, anamnese, audiometria e ASO saem do mesmo fluxo.
  • O ASO assinado alimenta o S-2220, que pode ser transmitido em massa.

Na maioria das operações de saúde ocupacional, a informação passa por quatro sistemas diferentes até chegar ao eSocial: uma planilha define quem faz qual exame, a clínica registra o atendimento em outro lugar, o ASO vira PDF em uma pasta e alguém redigita tudo no evento. Cada troca de sistema é uma chance de divergência — e divergência em SST aparece anos depois, na perícia.

Este artigo percorre o caminho inteiro dentro de um sistema só, na ordem em que ele acontece na prática.

1. A base: empresa, setores, funções e GHE

Tudo começa no cadastro: empresas, setores, funções e a montagem dos Grupos Homogêneos de Exposição. É o GHE que responde "quem está exposto a quê" — e é dessa resposta que sai a lista de exames de cada função.

Os profissionais que atuam no processo, como médicos e fonoaudiólogos, também são cadastrados aqui, porque é a assinatura deles que vai fechar os documentos mais adiante.

Tela de cadastro de funcionários do Bevart, com vínculo de empresa, unidade, setor e função
O funcionário entra uma vez e carrega, dali em diante, a exposição da função dele.

O cadastro do funcionário aceita biometria facial e leitura de digital, o que importa mais adiante: é o que permite provar quem esteve presente no atendimento e quem assinou o quê.

2. O PCMSO sai do inventário

Com o GHE montado e os exames vinculados a ele, o PCMSO é gerado na área de documentos. A diferença em relação ao modelo em Word é direta: o programa reflete a exposição registrada, e não a memória de quem está escrevendo. Se o risco muda no inventário, o próximo PCMSO nasce diferente.

Tela de geração do PCMSO no Bevart, montado a partir dos exames vinculados ao GHE
O documento é resultado do cadastro — o médico responsável vem do cadastro da empresa.

Do PCMSO sai também a convocação de exames, que é o que transforma a periodicidade escrita no programa em agenda de gente de verdade. Se você ainda controla isso em planilha, vale ler como organizar exames ocupacionais sem perder prazo.

3. O atendimento médico

O módulo de saúde organiza os atendimentos por status e etiqueta, então a recepção enxerga a fila: quem chegou, quem está em atendimento, o que falta fechar. O reconhecimento facial na recepção resolve a identificação sem papel.

Tela de atendimento do módulo de saúde do Bevart, com fila de atendimentos organizada por status
A fila por status evita o clássico "esse funcionário já passou pelo médico?".

Dentro do atendimento ficam prontuário, anamnese, atestados, o ASO e os exames complementares — inclusive a audiometria, registrada com o traçado e a conclusão no mesmo lugar do histórico do trabalhador.

Tela de audiometria no Bevart, com registro do exame audiométrico e conclusão
A audiometria fica no histórico do trabalhador, não em uma pasta separada.

Um cadastro, quatro documentos, zero redigitação

Inventário, PCMSO, ASO e evento do eSocial consumindo a mesma informação — é isso que evita a divergência que aparece na auditoria.

Criar conta grátis

4. Assinatura digital e integridade

Os documentos gerados recebem hash de segurança: qualquer alteração posterior à assinatura quebra a validação, o que é justamente o ponto de um documento de saúde ocupacional. O trabalhador assina por biometria facial ou digital, e o médico assina com certificado A1 emitido no padrão ICP-Brasil — a assinatura é pessoal dele, não da empresa.

Tela de assinatura por biometria digital no Bevart, usada pelo trabalhador para assinar o documento
Assinatura do trabalhador por biometria: a evidência fica anexada ao documento.

5. O envio ao eSocial

Com o ASO fechado, o S-2220 pode ser transmitido — inclusive em massa, para o lote de atendimentos do período. Como os campos vêm do próprio ASO, o trabalho que sobra é conferir, não redigitar.

Tela de envio em massa do evento S-2220 ao eSocial no Bevart
Envio em lote do S-2220, com status por trabalhador.

Para entender o que cada evento de SST carrega e onde eles costumam travar, veja o guia dos eventos S-2210, S-2220 e S-2240.

6. O cliente acompanha sozinho

Cada unidade tem acesso próprio para consultar documentos gerados e ver exames vencidos e pendentes — o que tira da consultoria a rotina de reenviar arquivo. Esse é o assunto do artigo sobre a área do cliente.

Na prática

Antes de rodar a convocação do mês, confira se os GHEs refletem a realidade atual. Convocação errada custa duas vezes: o exame que não precisava e o exame que faltou.

Perguntas frequentes

O PCMSO pode ser gerado sem o inventário de riscos?

Tecnicamente o documento sai, mas fica sem base: são as exposições do inventário, organizadas por GHE, que determinam quais exames cada função precisa e com que periodicidade.

Quem assina o ASO?

O médico responsável pelo exame, com certificado digital pessoal. O trabalhador assina o recebimento por biometria facial ou digital, e as duas evidências ficam anexadas ao documento.

Como sei que o documento não foi alterado depois de assinado?

Cada documento gerado recebe um hash de segurança. Se o conteúdo mudar depois da assinatura, a validação não confere — é isso que dá valor probatório ao arquivo.

Dá para enviar vários S-2220 de uma vez?

Sim. O envio em massa transmite o lote de eventos do período, com status individual por trabalhador para você tratar apenas o que voltar com erro.

Compartilhar LinkedIn WhatsApp X

Continue lendo

Ver todos os artigos

Saúde ocupacional em um fluxo só

GHE, PCMSO, atendimento, audiometria, ASO assinado e S-2220 transmitido — a mesma informação do começo ao fim. Teste 5 dias, sem cartão.